A arte de falar e a sensibilidade de ouvir

A arte de falar e a sensibilidade de ouvir

A audição é um dos sentidos humanos, sendo importante para nosso desenvolvimento individual e para nossa conexão com a sociedade. É a chave para a linguagem oral.

A perda auditiva apresenta reflexos nos mais diversos aspectos da vida: desenvolvimento linguístico e cognitivo, aprendizado, segurança, lazer, rotinas, relações afetivas e trabalho. O diagnóstico precoce da perda auditiva em crianças, incentivado pelas ações de triagem neonatal e encaminhamento para serviços especializados, é fundamental para otimização do tempo e início da estimulação auditiva – se possível, por volta dos 6 meses de vida.

Especialistas médicos e fonoaudiólogos indicam que é nos primeiros anos de vida que a estimulação auditiva é mais eficaz, já que há o aproveitamento da maturação neurológica e as habilidades auditivas podem ser mais facilmente desenvolvidas. Entretanto, uma pessoa já adulta pode e deve ter acesso às técnicas e aparelhos que são capazes de fazer voltar a ouvir e, como consequência, falar.

O impacto do diagnóstico da perda auditiva frustra os pais. Eles lidam com sentimentos de culpa, medo, desamparo e dúvidas sobre possíveis privações dos filhos e sobre o papel dos pais diante do diagnóstico. A incerteza com relação ao futuro e as dificuldades que a ausência deste canal de comunicação provocará na afetividade e na integração familiar, faz com que seja preciso uma rede de apoio para acolher e orientar a família.

A intervenção precoce iniciada com uso de aparelhos auditivos – que possibilitarão o recebimento dos estímulos sonoros – e fonoterapia, visam estimular as habilidades auditivas e a comunicação oral. É no momento fonoterápico que a família será orientada e sensibilizada sobre a importância de cada etapa do desenvolvimento auditivo.

A exposição aos estímulos proporcionará a reorganização neurológica, através da plasticidade neuronal. O treinamento fará com que a criança fique atenta a presença dos sons e as diferenças entre eles. Além disso, o paciente reconhecerá e compreenderá o despertar que essas sensações provocam, e significam, aos poucos. Ou seja, os estímulos inserem a criança no mundo “ouvinte”, aproximam as relações familiares – num meio conhecido pelos pais – e estimulam a participação no mundo falante.

Depois de estar sensibilizado no convívio sonoro, a criança é apresentada a língua falada, aos sons e às entonações. A exposição, a necessidade de se comunicar oralmente e a oportunidade da interação farão com que a criança se motive a experimentar suas próprias produções de fala.

No momento adequado, após avaliações médicas, fonoaudiológicas, psicológicas e dos aspectos sociais, caso necessário, a cirurgia de implante coclear será indicada.

O dispositivo será implantado e após o processo de cicatrização pós–operatório, o implante será ativado durante cerca de um mês. Os primeiros estímulos elétricos (e não mais auditivos, como nos aparelhos auditivos) serão enviados diretamente ao nervo auditivo.

É comum os pacientes preferirem não discriminar os sons nessa etapa, onde ele será incentivado a aprender e a ouvir nesse novo tipo de estimulação. Por esta razão, a permanência e a dedicação ao processo terapêutico pós-cirúrgico é crucial para o sucesso do implante. Periodicamente, novos níveis de estimulação serão reprogramados, oferecendo uma melhor comodidade na percepção dos sons até que a audição esteja normal, ou próxima disso, e a criança possa desfrutar de todas as nuances sonoras que a circundam.

Com os estímulos auditivos fonoterápicos e a interação com as pessoas e com o mundo, a linguagem oral se desenvolverá a partir da imitação e memória, necessárias para a reprodução dos padrões vocais e de articulação. Este trabalho de formação se dará durante toda a vida, permeado pelas reproduções e transformações que a fala proporciona ao falante e ao ouvinte.

Re/Habilitar a audição e estimular o desenvolvimento do deficiente auditivo é promover o empoderamento, devolver a dignidade, superar a dependência social e possibilitar um futuro melhor ao paciente.

Compartilhe:
Contato
AGIR AGIR
Fone: (62) 3995-5407
Av. Olinda com Av. PL3, Qd. H4 Lt 1,2,3 Ed. Lozandes Corporate Design, Torre Business, 20° Andar, Parque Lozandes.
Goiânia - Goiás
CEP: 74884-120
contato@agirgo.org.br
CRER CRER
Fone: (62) 3232-3232 / 3232-3000
Av. Vereador José Monteiro, 1655, St Negrão de Lima.
Goiânia - Goiás
CEP: 74653-230
contato@crer.org.br
HDS HDS
Fone: (62) 3201-6400 / 3201-6437
GO 403, Km 08, Colônia Santa Marta.
Goiânia - Goiás
CEP: 74735-600
contato@hds.org.br
HUGOL HUGOL
Fone: (62) 3270-6300
Av. Anhanguera, 14527 - St. Santos Dumont.
Goiânia - Goiás
CEP: 74463-350
contato@hugol.org.br

Convênios

Sigam nossas redes sociais

Fechar Menu